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terça-feira, 10 de abril de 2012

Irã quer se desligar completamente da internet



Reprodução
Censura na web
O Irã quer se desligar da internet. O governo iraniano quer bloquear o acesso a qualquer site estrangeiro e substituir serviços como o Google por ferramentas criadas por e para iranianos, de acordo com o The Verge.

O ministro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Irã, Reza Taghipour, anunciou o plano em um comunicado. A primeira fase vai começar em maio, quando o acesso ao Google, Yahoo, e Hotmail serão substituídos por sites governamentais com as mesmas funções, mas com conteúdo controlado pelas autoridades iranianas.

Até outubro o acesso geral a sites estrangeiros será bloqueado. Assim, os iranianos poderiam apenas entrar em páginas próprias do Irã, em uma intranet governamental no lugar da rede mundial.

A justificativa do ministro para a medida é que a internet "promove crime, desunião, conteúdo moralmente duvidoso e ateísmo". As autoridades também estão preocupadas com casos de espionagem e sabotagem a serviços locais.

A briga das autoridades iranianas com a internet não é recente. Em fevereiro, o governo bloqueou o acesso a páginas seguras (HTTPS). Oficiais iranianos afirmam que o bloqueio fez parte de um teste do governo para novas ferramentas. Na ocasião, os sites hospedados no país podiam ser acessados, enquanto os de fora estavam bloqueados.

domingo, 5 de junho de 2011

Tvs em 3D QUAL A MELHOR MARCA DO MERCADO

"Tem um ganho de qualidade quando você grava em 3D. Mas a transformação em 3D também atende a qualidade. É como o que se vê no cinema", explica Kalled Adib, superintendente de operações da RedeTV!.

Nesta mesma direção, as novas TVs 3D vêm com um conversor integrado, ou seja, com o clique de um botão, é possível assistir qualquer programação normal em 3D. Ok, mas outro grande problema para alavancar a venda de TVs 3D no Brasil é o preço! Custa caro; em média, um aparelho não sai por menos de cinco mil reais. Como em toda tecnologia nova, os fabricantes prometem que a queda de preços é mera questão de tempo.

"A tendência é que, com a chegada de novas tecnologias, os preços das TVs 3D se acomodem à realidade do consumidor. Hoje, se a gente mexe no preço de um produto, a gente mexe na cadeia toda", conta Felippe Mota, gerente de produto da área de TV da LG.

"As TVs 3D foram lançadas como as tops do mercado com 240 hertz. Já neste ano, parte dos 25 modelos que estamos lançando dão 120 hertz. O recurso 3D está sendo popularizado com TVs mais baratas. Com isso, aumentamos a base de televisões vendidas", comenta Rafael Cintra, gerente sênior de TVs da Samsung.

Se a conta vai ficar menor, só esperando para ver. Mas, os obstáculos enfrentados pela nova tecnologia não param por aí. Ainda tem os feios, desconfortáveis e desajeitados óculos. A gente testou e sabe; é muito incômodo usá-los durante muito tempo e existem muitas restrições. Algumasempresas ainda apostam na tecnologia 3D ativa, ou seja, óculos com baterias que interagem com a TV para criar a sensação das três dimensões. A escolha, segundo eles, é para garantir uma qualidade de imagem até superior à do cinema. Por outro lado, tem um pessoal investindo na tecnologia passiva e chegam a chamá-la de “revolução do 3D”.

"A tecnologia passiva proporciona uma experiência mais agradável. É como acontece no cinema. O óculos não têm uma conexão direta com a TV. Ele não tem bateria, então é mais leve e o custo é menor", explica Felippe.

Passivos ou ativos, a verdade é que eles são um incômodo. Assistir TV é um hábito bem diferente do que ir ao cinema para ver um filme. Durante a projeção, você é obrigado a ficar sentado, numa posição mais ou menos fixa. Já imaginou não poder se largar no sofá para ver televisão? E quando você resolver chamar uma galera para assistir alguma coisa: como arrumar óculos para todo mundo?

Ainda que a fatia do mercado de TVs 3D seja muito pequenininha, a indústria está colocando todas as suas fichas nisso. Existe uma perspectiva grande de crescimento para 2011 e até uma visão mais radical.

"O mercado de TV está mudando. Hoje é um mercado semelhante ao mercado de computadores, onde existem novos modelos a cada ano, por conta da inovação tecnológica. A TV 3D chega para acompanhar, inclusive, a indústria do cinema", concluiu Rafael.

Mais uma vez é ver para crer. Enquanto isso, se você quiser conhecer, entender e saber muito mais sobre essa tecnologia, clique nos links que acompanham esta matéria.

Há pouco tempo nós comparamos os óculos, a qualidade da imagem, o preço e vários outros elementos importantes para te ajudar a escolher o melhor modelo de TV 3D. Aproveite e assista a uma outra matéria em que mostramos como pode ser fácil você mesmo fazer seus vídeos em 3 dimensões e exibi-los no YouTube, por exemplo. 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Facebook se prepara para disputar liderança com Google

Empresas concorrem pela preferência do internauta


Paul Sakuma/AP 
Paul Sakuma/AP
Facebook, de Zuckerberg (à dir.), ainda não está em condições de ultrapassar o Google, de Page (à esq): o site de buscas possui dez vezes mais trabalhadores e movimenta R$ 35 bilhões a mais
Soberano na internet, com o maior número de visitantes, o Google conta agora com a concorrência de um site que, em apenas seis anos, colocou em dúvida sua supremacia na web. O adversário da ferramenta de buscas é o Facebook. O fundador da rede social, Mark Zuckerberg, admitiu a disputa ao reconhecer no começo do mês que "há âmbitos nos quais as duas empresas concorrem". A vantagem do Facebook, diz ele, é ter uma visão radicalmente diferente do que os internautas procuram.
Ele não nega que seu objetivo seja "conquistar toda a internet", declaração atribuída a ele por uma jornalista da rede americana CBS.
Ainda que a vantagem numérica seja do Google, o Facebook está conseguindo superar o concorrente em outras áreas. Segundo a empresa ComScore, o site de buscas marcou cerca de 977 milhões de visitantes únicos em outubro em todo o mundo, contra 633 milhões para a rede social. No entanto, a empresa também notou que, em setembro, os internautas ficavam mais tempo nas páginas do Facebook do que nos sites do Google.
De acordo com Luo Kerner, analista da empresa de investimentos Wedbush Securities, a ascensão do Facebook marca o advento de "uma segunda internet".
- Poderia ser mais valiosa que a primeira porque estamos todos interconectados.
O especialista explica que o Google, por um lado, promete neutralidade nas informações, oferecendo dados adaptados automaticamente ao que o internauta divulga em sua consulta. Já o Facebook, por outro, fornece informações personalizadas.
Criado em 2004 como ferramenta de socialização para estudantes da Universidade de Harvard, o Facebook oferece informações pré-selecionadas pelos próprios internautas e sua rede de "amigos". Zuckerberg chama isso de "grafo social, a cartografia digital das relações reais das pessoas".
Com essa tecnologia, o Facebook conta com mais de 500 milhões de usuários cadastrados, o que fez de Zuckerberg o bilionário mais jovem do mundo: aos 26 anos, sua fortuna é estimada em R$ 11,5 bilhões (US$ 6,9 bilhões).
Inovações
O Facebook também tem multiplicado as inovações que o situam nos domínios do Google: seu serviço de mensagens, com o endereço @facebook.com fornecido aos usuários, poderá ter o mesmo poder do Gmail. Sua função "procurar" é um motor de buscas em pequena escala com um diferencial: as respostas às perguntas dos internautas não são fornecidas por algoritmos, mas, sim, por sugestões dos membros do Facebook.

Para especialistas, isso deu início a uma disputa acirrada entre os dois sites, em particular no recrutamento de funcionários. Pelo menos 10% dos trabalhadores do Facebook, ou 200 funcionários, são ex-membros do Google. Como resposta, o Google teria decidido dar um aumento de salário generalizado em torno de 10%. Apesar de não ultrapassar a liderança do Google, o Facebook agregou uma novidade que "aumentou o bolo da internet", segundo Kerner.
O reflexo disso se deu na publicidade, de acordo com Danny Sullivan, chefe de redação do site SearchEngineLand.com.
- Os anunciantes não decidem fazer suas campanhas no Facebook no lugar do Google, mas, sim, no lugar da mídia tradicional.
Juntos
A expectativa é a de que os dois sites continuem crescendo juntos. A expansão do Facebook, segundo Sullivan, serve também a alguns interesses do Google. Seus fundadores, Larry Page e Serguei Brin, já podem dizer, por exemplo, que não praticam uma concorrência desleal.
- Tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, eles podem afirmar que possuem um concorrente forte.
De qualquer maneira, a empresa de Zuckerberg ainda não está em condições de ultrapassar o Google. O site de buscas possui dez vezes mais trabalhadores e pode chegar a um volume de negócios de R$ 37 bilhões (US$ 22 bi) este ano. Ou seja, cerca de R$ 35 bilhões (US$ 21 bi) a mais que o Facebook.
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