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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Mercado de PCs apresenta leve crescimento no primeiro trimestre



Reprodução
Computadores
O mercado mundial de PCs apresentou um pequeno crescimento de 1,9% no primeiro trimestre de 2012, contrariando previsões da consultoria Gartner que indicavam um declínio de 1,2% na venda de computadores pessoais, de acordo com a Reuters.

O crescimento da procura por PCs foi maior do que o esperado pela Gartner em todas as partes do mundo, especialmente na Europa, Oriente Médio e África, onde o crescimento foi de 6,7% em relação ao primeiro trimestre de 2011.

Nos Estados Unidos, como era esperado, o mercado encolheu, mas a queda foi menor do que a prevista. A Gartner previa uma queda de 6,1% no país, mas as 15,5 milhões de unidades vendidas representam uma queda de apenas 3,5%.

A HP segue como a principal fabricante do mundo, com 15,3 milhões de PCs vendidos no período e 17,2% do mercado. A chinesa Lenovo apresentou o melhor resultado do período. Com 28,1% de aumento nas vendas, a companhia ficou com 13,1% do mercado.

Para o ano de 2012, a Gartner acredita que lançamentos que ainda chegarão ao mercado vão ajudar a melhorar a indústria pelo mundo. A consultoria destaca a chegada dos processadores Ivy Bridge, da Intel, e do Windows 8 como dois fatores que contribuirão para o mercado ainda neste ano.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Plano da ONU para preservar tubarões é um fracasso, dizem especialistas

Estudo culpa Indonésia, Índia, Espanha, Taiwan e outros 16 países


Getty ImagesGetty Images
Pelo menos 73 milhões de tubarões são mortos todos os anos
no mundo; um terço das espécies correm o risco de extinção

O alardeado programa da ONU (Organização das Nações Unidas) para conservar espécies de tubarão foi um fracasso retumbante, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira (27) e que culpa Indonésia, Índia, Espanha, Taiwan e outros 16 países que ocupam o topo da lista de pescadores desse peixe.
"O futuro dos tubarões do mundo está nas mãos dos 20 maiores pescadores, a maioria dos quais falhou em mostrar o que está fazendo - se é que está fazendo alguma coisa - para salvar esta espécie ameaçada", acusou Glenn Sant, do grupo britânico Traffic.
- Eles precisam agir para reverter a queda das populações de tubarão e ajudar a garantir que a lista de espécies ameaçadas pela pesca predatória não aumente ainda mais.
O estudo, uma parceria da Traffic e do grupo americano Pew Environment, lança um apelo aos países que participarão na próxima semana da cúpula da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, para que repensem suas atitudes. O encontro do Comitê de Pesca, de 31 de janeiro a 4 de fevereiro, examinará os resultados do Plano de Ação Internacional para a preservação de tubarões e arraias.
Lançado com estardalhaço pela ONU em 2001, o plano lista dez pontos considerados essenciais para garantir que a pesca do tubarão seja uma atividade sustentável e obriga os países signatários a elaborar planos nacionais para preservar a espécie, sujeitos a avaliações da FAO a cada quatro anos.
Desde então, a pesca predatória massiva - que atende à procura dos mercados do leste asiático por sopa de barbatana de tubarão - ajudou ainda mais a diminuir os números das populações, de acordo com o estudo. Pelo menos 73 milhões de tubarões são mortos todos os anos, e cerca de um terço das espécies está ameaçada ou corre risco de extinção.
A pesquisa responsabiliza os 20 maiores caçadores do peixe pela tragédia, identificando-os a partir de dados coletados pela FAO. Ao todo, mais de 640 mil toneladas de carne de tubarão são consumidas por estes países anualmente, quase 80% do total mundial.
"Apenas 13 dos 20 maiores pescadores criaram planos para proteger os tubarões (...), e ainda não ficou claro de que maneira esses planos foram implementados ou mesmo se tiveram algum efeito", destaca o texto.

No topo da lista negra de caçadores está a Indonésia, que responde por 13% da pesca global de tubarões, seguida por Índia (9%), Espanha (7,3%) e Taiwan (5,8%). Outros grandes pescadores são a Argentina (4,3%), México (4,1%), Paquistão (3,9%), Estados Unidos (3,7%), Japão (3%) e Malásia (2,9%).
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